Oiii, pessoas!!!
Assim como toda aspirante de Au Pair lemos milhares e milhares de blogs, matérias, fuçamos álbum de fotos daquelas que já foram viajar, vídeo... TUDO, TUDO, TUDO!!
E nessas 'andanças' eu encontrei um texto muito interessante da Folha e que se encaixa totalmente comigo:
Fonte: http://migre.me/8CN1Y30/01/2008Vida de babá
Patrícia, de Natal,[leitora] ficou interessada no projeto da Luciana de viajar depois do curso:Estou com dúvidas parecidas com a da Luciana, no post "VIAJO OU PROCURO TRABALHO?". Eu me formo no final deste ano e quero passar pelo menos um ano na Europa, justamente para ter experiências diferentes e praticar idiomas.O ideal seria fazer um curso ou estagiar na nossa área --jornalismo--, mas não sei onde encontrar cursos que sejam acessíveis financeiramente ou confiar em estágios oferecidos por agências de intercâmbio (elas parecem oferecer funções como telefonista, coisas que não têm nada a ver)...Outra opção que cogitei foi a de "au pair", porque pelo menos eu teria bastante contato com a cultura do país e uma grana que poderia pagar algum curso... mas será que valeria a pena? Seria valorizado como experiência quando eu voltasse ao Brasil? Será que você ou alguém que fez programas de intercâmbio na Europa ou conhece cursos na nossa área poderia dar sugestões?Quem me ajuda a responder é a Ivy, baiana que vive e trabalha em São Paulo e tem uma história bem interessante para contar:Hoje eu vi o post sobre a menina que estava em dúvida sobre viajar e procurar trabalho. Eu passei por esta mesma situação e eu viajei.Eu deixei os bancos da faculdade sem qualquer possibilidade de emprego. Não só eu, mais da metade da turma estava desempregada também, era uma realidade e não uma exceção estar desempregado em 2003, quando me formei.Sair da faculdade e não ter emprego é uma situação angustiante. Estudei tanto para isso? Até quando durará esta fase? Eu fiquei um ano desempregada e até entrei em depressão por causa disso.Meu pai, que é um homem visionário, sugeriu que eu fosse morar nos Estados Unidos. Naquela época eu tinha 21 anos e nunca tinha deixado o país. Como aquela era a única alternativa eu fui. O que era para ser apenas três meses virou um ano e meio em Nova York, dois meses na Suíça e seis meses na França.Tanto na Europa quanto nos EUA eu fui babá. Trabalhava cuidando de crianças, estudava e fazia mil e um frilas, dos mais diversos possíveis. Tive experiências incríveis como entrevistar o Michael Bloomberg, a Nadia Comanecci, os Foo Fighters, além de conhecer um monte de bastidores e ter noção de como é feito o jornalismo em outros países.Eu cobri os mais variados assuntos, exercitei a minha criatividade (ou eu sugeria pautas ou ficava enferrujada) e, principalmente, a me virar como repórter em outros países. Sem dúvida esta experiência de correspondente internacional foi (e talvez seja por um bom tempo) um diferencial no meu currículo. Ah! E eu também consegui juntar um bom dinheiro!Hoje, quase dois anos depois da empreitada, sinto que foi a melhor coisa que já fiz na vida, inclusive profissionalmente. Mesmo! Eu cresci muito, aprendi muito e a minha família diz que até menos ansiosa eu fiquei!Foi uma experiência tão boa que aconselho todos os estagiários que saíram do jornal a fazer o mesmo. Nunca é tarde para começar nada, mas começar a vida em outro país com pouca idade é um pouco mais fácil.A volta para casa, não vou mentir, não é fácil. Adaptar-se, achar um emprego. Mas sou da teoria que cada um tem a sua história, talvez a Luciana arrume emprego logo de cara. Eu não arrumei, mas fiz muitos frilas e dei aulas de inglês até me reestabelecer.Hoje trabalho num jornal e sinto que sou meio foca no assunto, mas não me penalizo por isso. Muita gente que tem experiência de jornal não tem a experiência que eu tenho. Assim como tem gente que é de revista e vai para a TV e será um pouco foca também. De todo o jeito, seremos um pouco foca sempre que mudarmos de área, de mídia. E muitos colegas que ficaram trabalhando hoje estão.. trabalhando!Achava que encontraria todos os meus amigos numa melhor situação que a minha, mas me enganei: hoje somos todos repórteres do mesmo nível, desempenhamos o mesmo trabalho da mesma forma. Mas eu tenho três línguas e uma vivência de bônus que me permitem ir para várias áreas ou até fazer coisas fora do jornalismo, como tradução, intérprete, secretária trilingue, professora...Para mim, o mais importante disso tudo que é que não importa em qual área ou mídia eu esteja, vou conseguir levar um material para Redação, mesmo que não seja dos melhores. No exterior a gente cobre de visita do presidente a moda. Aprendi lá fora e na raça o que acho de mais fundamental no jornalismo: se virar. Mesmo!"
E depois de dois anos essa mesma leitora volta e conta sobre sua decisão e os resultados, vale a pena ler!!!
Fonte: http://migre.me/8CNrz07/04/2010Sim, valeu (ou "Vida de babá", parte 2)
Relato enviado pela leitora Patrícia, de Natal:"Quem acompanha o blog há algum tempo, deve se lembrar deste post, quando questionei se valeria a pena, em termos profissionais, passar uma temporada no exterior quando terminasse a faculdade, mesmo que fosse trabalhando como "au pair" (babá). Depois de ter passado pela experiência, estou aqui pra contar que valeu a pena e, quem sabe, ajudar outros indecisos.Morei um ano em Ghent, cidade na região flamenga da Bélgica. No meu caso, como au pair, eu trabalhava quatro horas por dia e acabei ficando com bastante tempo livre. Então decidi que, para compensar o fato de estar afastada do jornalismo, eu deveria aproveitar o tempo livre (o que eu definitivamente não tinha em época de faculdade e estágios) pra fazer atividades que pudessem complementar minha formação e aproveitar cada minuto livre para viver intensamente a experiência na Europa.Ainda antes de sair do Brasil, pesquisei e encontrei um curso de correspondente internacional em Praga e combinei com a família anfitriã que eu participaria do curso durante minhas férias, em julho. O curso foi ótimo, eu recomendo. Conheci profissionais de empresas como a BBC, vi o jornalismo de um ponto de vista diferente daquele que eu via na faculdade, recebi várias dicas, fiz uma reportagem em Praga e fui instigada a tentar vender frilas. Um dos trabalhos, inclusive, foi uma colaboração para a Folha Online.Boa parte do meu tempo livre passei planejando viagens. Como eu trabalhava, a maior parte das minhas viagens foram em finais de semana, o que precisou de muito planejamento para poder aproveitar ao máximo o pouco tempo em cada lugar. Viajar na Europa é muito fácil, de trem ou voos de baixo custo. Tudo é muito perto, e eu estava bem no centro do continente, o que ajudou bastante. Mesmo assim, planejamento é imprescindível. Inclusive os dois mochilões que fiz, de 15 dias cada, precisaram também de muita preparação.Foi nesses momentos de planejamento que passei a participar do CouchSurfing, uma rede de relacionamentos para viajantes. Ele é mais conhecido pela possibilidade de trocar a opção de hospedagem em albergues ou hoteis pela estadia com algum morador da cidade que você está visitando, e assim poder viver de forma mais próxima da cultura da região, além de conhecer novas pessoas, receber dicas de moradores que conhecem bem a cidade em vez de ficar isolado como um turista, em um hotel. Mas o CouchSurfing não é só isso. Se alguém quiser saber um pouco mais sobre ele, pode me procurar!Além de viajar e fazer frilas, também me dediquei a conhecer e viver a cultura própria região onde morei. Isso significa, além de visitar os lugares e conversar com as pessoas, viver como eles vivem. Aprender o idioma, provar comidas locais, escutar música do país, participar das comemorações típicas da região, até coisas pequenas como raspar o gelo do vidro do carro nas manhãs de inverno, ou comemorar um dia de sol, inesperado mas sempre bem-vindo.Outra opção para o tempo livre foi ler bastante. Sabe aquele tanto de livros ainda não lidos que a gente tem na estante, reservado pra algum dia que sobrar um tempo? Então, essa foi uma oportunidade pra tirar o atraso. E também pra estudar idiomas. E ainda me manter atualizada lendo os jornais – inclusive do Brasil, pra não perder o fio da meada.O saldo foi mesmo positivo. Visitei pelo menos 40 cidades em 16 países, conheci muuuita gente, fiz novos amigos, descobri culturas diferentes, pratiquei vários idiomas, fiz curso de correspondente internacional e ainda consegui ver meu nome em matéria da Folha Online!Se você tiver condições de bancar um curso de longa duração no exterior sem ter que trabalhar fora da área de jornalismo, pode ser melhor ainda. Mas como sei que nem todo mundo pode, garanto que a opção de ir como au pair é uma ótima alternativa. E homens também podem – se você achar que vai dar conta do recado. No meu caso, além do salário, recebia outros benefícios: moradia, alimentação, telefone, internet, curso de holandês e até um carro à minha disposição para usar no meu tempo livre, podendo viajar por todo o país com ele.Só acho que tem que ter cuidado e procurar a família muito bem, sem pressa pra aceitar a primeira família que encontrar, conversar muito, questionar sobre todas as condições pra não ter surpresas quando chegar. Apesar de ter um regulamento sobre o programa em cada país, muitas famílias parecem não entender o objetivo cultural do programa.Não vou dizer que não tive momentos difíceis. A saudade dos amigos, a falta do dia a dia na redação, o cansaço por causa das crianças, as limitações pelo fato de morar com outra família. Mas, depois de passar por tudo isso, hoje posso dizer que o saldo foi muito positivo e toda experiência contou pro meu amadurecimento.A verdade é que a boa parte dessa experiência não dá pra ser descrita. As descobertas, o aprendizado, as situações difíceis, as pessoas, todas as lembranças se misturam de alguma forma aumentando minha bagagem e, por muito tempo, vão me fazer lembrar com alegria de todos esses momentos.
Espero que sirva de inspiração e encoraje vocês também :D
Beijokas,
Luana Lazarini
#N'ACABANAOMUNDAO
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